ENTREVISTA

Carcassonne 20º Aniversário

Com a Edição Especial de 20º Aniversário de Carcassonne quase a chegar, o autor, Klaus-Jurgen Wrede, respondeu a algumas perguntas curiosas, que acreditamos que fujam um pouco ao padrão das que lhe costumam ser colocadas. Desfruta e passarás a conhecer um pouco melhor o autor do teu jogo favorito...

Pergunta 1: Qual terá sido a mensagem mais amorosa, louca ou divertida que alguma vez recebeste de um fã?


Por agora não recebi nenhuma mensagem com más intenções. Houve pessoas que gostaram mais de umas expansões, outras preferiram outras, mas isso já era expectável; a seleção de expansões disponível deverá ser suficiente para satisfazer todos os gostos ;) Mas já tive encontros muito carinhosos e enternecedores; uma dessas experiências foi quando recebi uma carta de um casal de idosos, que mostravam o seu eterno agradecimento, uma vez que, aparentemente, havia salvo o seu casamento. Haviam se afastado bastante e estavam à beira da separação, quando, de forma casual, adquiriram um exemplar de Carcassonne. Desde esse dia, jogam sempre juntos, diariamente, e isso foi o que voltou a uni-los, salvando a relação, ao ponto de se sentirem novamente muito unidos. Esta carta me emocionou profundamente e deixou-me muito feliz também.


Pergunta 2: Que tipo de jogos (2/3) são os teus favoritos e porquê? (por exemplo, de estratégia, de destreza, abstratos, ameritrash, infantis, de sorte, etc…)


Isso varia muito e é algo que realmente vai flutuando com o tempo. Não aprecio nem jogos infantis, nem jogos abstratos, nem tão pouco os que giram em torno de dinheiro (como os jogos com apostas, por exemplo). Claramente que gosto dos jogos que incluem uma mistura de descoberta, com uma pitada saudável de sorte e azar à mistura. Também gosto de jogar jogos complexos, quando a disponibilidade de tempo a isso permite, os quais, para ser honesto, confesso que são os que mais me encantam. Não gosto dos jogos que não passam de otimização, pois começam a aborrecer-me com o passar do tempo; mas gosto de um bom party game de vez em quando, ou algo com um pouco de ação.


Pergunta 3: Se fosses um ator, que tipo de filmes gostarias de protagonizar e porquê?


Ena, uma pergunta bem diferente! E isso não quer dizer que seja fácil de responder… Talvez fosse um filme de ação, mas com uma certa profundidade. Quando tinha 20 e poucos anos, vivia em Colónia e comecei a interpretar como hobby. Nessa altura desempenhei um papel de vilão muito atraente e isso revelou-se bastante divertido ;)

 

Pergunta 4: Que aspecto tem o teu escritório quando estás a preparar um novo jogo?


Para ser sincero, tenho 2/3 escritórios e mesas nas quais trabalho. Preciso sempre de muito espaço, para desenhar protótipos, testar e dispor todo o material… Além disso, é frequente estar a trabalhar em mais do que um jogo em simultâneo. Atualmente, o meu lugar preferido para trabalhar é ao ar livre (sempre que o clima o permite), ou dentro de casa, diante da minha chaminé, se fizer demasiado frio. Basicamente, esta é a razão pela qual de vez em quando limpo tudo e tanto as mesas, como os meus escritórios, nunca chegam a ser um absoluto caos.


Pergunta 5: Como tiveste a ideia de criar e chamar-lhe Carcassonne? Qual é o segredo da sua magia? Acreditas que o jogo teria o mesmo êxito se se tivesse baseado na cidade de Castrop-Ruxel, na Alemanha? Ao fim ao cabo, também começa por “Ca”...


Toda a cidade, bem como os seus arredores me conquistaram. Foi assim que surgiu o jogo. Quis recriar os arredores de Carcassonne, tanto a cidade, como os castelos e povoações que a rodeiam - parecem saídos de um conto de fadas. Sempre estive agradecido ao Bernd, por ter decidido manter o nome original do jogo, “Carcassonne”, apesar de, naquela altura, não ser capaz de a pronunciar corretamente ;) Visto isto, sem margem para dúvidas, há lugares que realmente me inspiram… É por esta razão que não se chama Castrop-Ruxel - esta cidade não me inspirou, pelo menos até agora, pois, quem sabe, tudo pode acontecer :)

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